"Zooterapia ou Atividade, Educação e Terapia Assistidas por Animais são denominações para diferentes tipos de assistências humanas onde os animais são utilizados como co-terapeutas e co-educadores. Nesses programas, os animais atuam como facilitadores do ensino e aprendizagem e ainda como estimuladores de atividades físicas e terapêuticas. Seus benefícios têm sido observados no aprendizado de crianças e adolescentes com ou sem déficits cognitivos, idosos institucionalizados ou não, dependentes químicos, alcoólatras e portadores de diferentes tipos de deficiências ou patologias." (SILVA, 2010)
Diferentes espécies são utilizadas em programas de Atividade, Educação e Terapia Assistidas / Zooterapia, porém, as mais comumente encontradas em trabalhos e publicações científicas são os cavalos (Equoterapia) e os cães. Há séculos os cães vêm sendo considerados por muitos como o “melhor amigo do homem”. Isso se deve principalmente por seu amor e afeto incondicionais, lealdade e companheirismo. Imagine, então, se justo na Zooterapia, que estuda os benefícios da interação ética entre homens e animais, os cães não iriam ter um espaço todo especial...
Muitos trabalhos vêm sendo realizados com cães (de diversas raças e tamanhos), e importantes estudos nacionais e internacionais têm sido publicados descrevendo os benefícios físicos, emocionais e sociais da companhia canina. E é a partir dos resultados satisfatórios desses estudos que, cada vez mais, os cães participantes desses programas vêm ganhando espaço em escolas, asilos, hospitais e clínicas de reabilitação.
Um bom exemplo disso é o cãozinho Jack, que visita diariamente 8 a 10 pacientes em um dos centros médicos mais importantes dos Estados Unidos. Jack é considerado parte da equipe de tratamento da Clínica Mayo, e auxilia os pacientes em atividades físicas, de reabilitação e terapia relacionada a fala. Jack é tão bem recebido pelos pacientes e seu trabalho está sendo tão funcional que acabou originando o livro “Dr. Jack, the helping dog”.
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| O cão Charles. (FOTO: Cursos Zooterapia) |
Outro exemplo é o cão Charles, porte médio, sem raça definida, que foi resgatado das ruas por uma ONG, passou anos em um lar temporário e recebeu todos os cuidados necessários, porém foi adotado e hoje faz visitas a instituições de idosos no interior de São Paulo.
É claro que nem todo cão pode participar destes programas, mas Charles, apesar de não ter sido desde filhote treinado para isso, é um cão extremamente saudável, dócil, sociável, com comportamento previsível, tem movimentos delicados e gosta de estar com os idosos. Charles possui uma aptidão nata para a Zooterapia. Sim, é preciso gostar do que faz e ter aptidão para tal, e Charles gosta...
Não apenas o cão tem que estar preparado. É necessário que ele faça parte de uma equipe multidisciplinar capacitada, com profissionais das áreas humana e animal, também apta e com preparo, que tenha realizado cursos e estudos relacionados a estas atividades.
Referência: SILVA, M. R. Estudos sobre os benefícios da interação ética entre homens e animais. http://www.cursoszooterapia.com.br
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